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Transformação digital: 3 grandes oportunidades

Quais são as grandes oportunidades apresentadas por uma verdadeira transformação digital para os meios de comunicação social e como aproveitá-las ao máximo?

Nos últimos meses, o mundo inteiro adaptou-se a fazer as coisas de forma diferente. Inevitavelmente, esta grande mudança também afeta a forma como os meios de comunicação trabalham, editam e publicam, e como os seus leitores acedem à informação.

Esta mudança súbita de estilo de vida a nível global fez com que todos os comportamentos e processos que tinham sido iniciados fossem acelerados. Os dados indicam que, globalmente, as percentagens de audiências digitais têm sido muito mais elevadas desde o inicio da crise. Também assistimos como as novas inscrições gratuitas, os assinantes pagos e os desbloqueios de adblock aumentaram consideravelmente desde o início de março.

Num panorama radicalmente diferente, surgem novas oportunidades com aqueles que reconsideram a adaptação e a tomada de um novo rumo. Estar e pensar no digital oferece oportunidades estratégicas essenciais, que exigirão ferramentas eficazes de acordo com as novas necessidades para alcançar o sucesso:

1.- Conheça os seus leitores, mas realmente

O público digital oferece informação valiosa aos meios de comunicação que, bem interpretada, pode formar a base de uma estratégia digital em linha com o meio e os seus leitores. Isto é algo que os dados de audiências da versão impressa não podem oferecer, uma vez que não conseguem o detalhe ou imediatismo do digital.

Numa estratégia de pesquisa de receitas digitais, saber que padrões os leitores seguem é fundamental. Uma ferramenta de análise que forneça os dados-chave de que os meios de comunicação necessitam fornecerá informações sobre as tendências globais do público e também dados específicos de particular relevância, como os passos imediatamente anteriores que um leitor tomou antes de se tornar um subscritor.

2.- Abre a possibilidade para assinaturas digitais

A publicidade diminuiu acentuadamente desde o início da crise, o que fez com que os meios de comunicação social tivessem perdido grande parte das suas receitas.

A boa notícia é que, tal como o público digital aumentou consideravelmente, também a rentabilização destes públicos digitais, especificamente através de subscrições. É mais um processo que acelerou nos últimos meses graças a mudanças no comportamento dos leitores.

O futuro do modelo de negócio dos media combinará benefícios publicitários e receitas de subscrição. Isto requer um profundo conhecimento dos leitores e a capacidade de testar diferentes métodos até definir a estratégia que melhor se adequa ao ambiente em si e aos seus leitores.

3.- Estabelece um modelo de negócio flexível, capaz de se adaptar às mudanças

O imediatismo dos fluxos de trabalho digitais tem a grande vantagem de permitir que o meio seja flexível em termos das suas estratégias. Os resultados podem ser analisados a curto prazo, pelo que é possível saber rapidamente se as ações estão a revelar-se eficazes ou não, e retificar se necessário.

Neste novo contexto é muito importante manter a mente aberta a possíveis mudanças e novas tendências. Aprender o que está a acontecer e o que funciona para os outros permitir-lhe-á adaptar toda esta informação a cada meio e ao seu público específico.

A nível de software, confiar em ferramentas que ofereçam funcionalidades desenvolvidas especificamente para o negócio dos media fará toda a diferença.

Se projetarmos as oportunidades para o cenário atual num entorno prático, constatamos que as ações que cada meio poderá realizar dependerão das ferramentas de que dispõe. A chave é ter as características mais eficazes para maximizar os lucros:

· Análise da pontuação RFV: capaz de calcular o valor dos visitantes através de uma pontuação que tenha em conta a recência, frequência e volume de visitas de cada utilizador. Isto permite que os meios de comunicação categorizem o seu público em diferentes segmentos (utilizadores de passagem, esporádicos, diários ou fiéis).

· Recomendação de conteúdos baseados nos hábitos dos visitantes, tanto pela afinidade como pela temática ("mais para si"), de acordo com as tendências do momento ("tendências"), em relação ao artigo lido ("mais parecido com isto") e artigos selecionados pela redação ("patrocinado").

· Personalização dos conteúdos de acordo com o dispositivo a partir do qual o utilizador acede, o segmento de audiência a que pertence, a sua localização geográfica ou mesmo o dia da semana.

· A criação de um perfil em que os utilizadores registados têm a possibilidade de aceder a um registo dos seus artigos favoritos, artigos que guardou para ler mais tarde e rastrear conteúdos por temas, tendências ou por autores preferenciais.

· Envio de notificações PUSH personalizadas que captam a atenção imediata do utilizador e possam obeter um hábito de leitura.

· Configuração de diferentes tipos de paywall com base na segmentação de audiência definida através da análise RFV e de uma estratégia de fidelização do público.

É tempo de os meios de comunicação desenvolverem uma filosofia de negócio digital; avançar com estratégias digitais que já começaram, para apostar num novo caminho digital se ainda não o tivessem feito, ou que reforcem a sua presença online se ainda não estava consolidada.

O rumo é claro, e as ferramentas que farão dessa transformação digital uma realidade são essenciais para alcançar resultados bem sucedidos. A Protecmedia continua na vanguarda da tecnologia, com uma previsão estudada dos avanços do setor, algo que permite à nossa equipa poder desenvolver as funcionalidades mais relevantes face às novas necessidades.